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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas em oncologia



A publicação Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas em Oncologia, que tem o objetivo de apoiar a assistência em câncer, já está disponível no site da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias do SUS (Conitec). 

O que são protocolos clínicos?
Condutas e procedimentos desenvolvidos com suporte em evidências atualizadas e consistentes, que objetivam promover uma melhor prática da medicina. Esses protocolos auxiliam o médico em decisões sobre a melhor e mais apropriada conduta em situações clínicas específicas, permitindo resolução mais rápida e eficiente das enfermidades, gerando melhor qualidade de vida aos pacientes.

Protocolos Clínicos completa um ciclo de dois triênios, desde 2009, no âmbito dos Projetos de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). Também é resultado das parcerias do INCA, do Ministério da Saúde, de núcleos universitários e sociedade civil.

Em oncologia, recomenda-se a adoção de diretrizes terapêuticas, que apontam o que é válido técnicocientificamente para orientar condutas e protocolos institucionais. Em função da grande variedade de situações tumorais e clínicas em que se podem encontrar os pacientes com um determinado tipo de câncer e a disponibilidade de múltiplas escolhas terapêuticas para uma mesma situação tumoral, na maioria dos casos, torna-se impróprio, se não indevido, estabelecer protocolos em oncologia, reiterando a importância das diretrizes terapêuticas.

A assistência oncológica no SUS, por esses motivos, inclui um conjunto de ações que extrapola a assistência farmacêutica – seu financiamento inclui-se no bloco da Assistência à Saúde de Média e Alta Complexidade (MAC), com ressarcimento mediante produção de procedimentos específicos (cirúrgicos, radioterápicos, quimioterápicos e iodoterápicos).


Clique aqui para acessar a publicação.

Fonte: INCA

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Impactos do diagnóstico e do tratamento do câncer de próstata na masculinidade

http://radiologia.blog.br/images/radioterapia-cancer-prostata-2.jpg


O diagnóstico precoce do câncer da próstata eleva as chances de sucesso no tratamento da doença que, a cada ano, registra 68 mil novos casos no Brasil. Porém, segundo o Registro Hospitalar de Câncer, da Fundação Oncocentro de São Paulo, quase um terço dos pacientes com câncer de próstata já tinham o tumor localmente avançado ou metastático ao serem diagnosticados.

A demora e a relutância em realizar o exame de toque retal pode explicar esse cenário. Muitos homens temem que o exame comprometa a masculinidade ou a sexualidade. "Trata-se de uma questão que envolve desconhecimento. Este preconceito transforma o exame em uma verdadeira afronta para alguns. Isso traz estresse psicológico e medo de realizá-lo", explica Dr. Gustavo Guimarães, Chefe do Núcleo de Urologia do A.C.Camargo Cancer Center.

No entanto, esse panorama gradualmente vem se transformando, graças principalmente à atuação das mulheres. Muitas esposas e mães começam a incentivar os companheiros e filhos a realizar o exame, chegando até mesmo a acompanhá-los nas consultas médicas. Em grande parte, isso se deve à difusão da importância do diagnóstico precoce e de que o exame é um procedimento médico convencional. "O toque retal é extremamente rápido", esclarece Dr. Gustavo.

O risco de desenvolvimento do câncer de próstata aumenta com a idade e, por isso, recomenda-se aos homens realizar o exame a partir dos 50 anos, ou a partir dos 45 anos caso haja histórico familiar da doença, o que possibilita diagnosticar tumores precocemente, evitando sua evolução e, consequentemente, maior agressividade.

Sexualidade após a prostatectomia

A barreira da ultramasculinidade pode aparecer também no tratamento da doença. A cirurgia para retirar um tumor de próstata localizado é a prostatectomia, que provoca o medo de sequelas às atividades sexuais do paciente e ao controle da continência urinária.

Porém, de acordo com Dr. Renato Almeida, membro titular do Núcleo de Urologia do A.C.Camargo Cancer Center, com as técnicas modernas de tratamento estes risco são cada vez menores.

FONTE

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Manejo da dor oncológica

Dor oncológica foi tema de apresentação na última reunião, boa leitura!
A dor oncológica acomete 60 a 80 % dos pacientes com câncer, sendo 25 a 30% na ocasião do diagnóstico e 70 a 90% com doença avançada. Estes dados levaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar, em 1986, a dor associada ao câncer uma Emergência Medica Mundial. Além disso, publicou protocolo que serve até os dias atuais como guia para controle da dor oncológica.
O controle efetivo da dor oncológica em cuidados paliativos exige uma equipe multidisciplinar, onde a utilização de medicação oral de acordo com a Escada Analgésica proposta pela OMS pode proporcionar alivio da dor em 90% dos pacientes, reservando a utilização de tratamentos intervencionistas para situações especiais.


Escada analgésica da OMS
Degrau 1: Para pacientes que não estão sob tratamento analgésico e com dor leve a moderada. Inicia-se com drogas analgésicas e anti-inflamatórias. A baixa potencia associada a efeitos colaterais limitam sua eficácia.
Degrau 2: Para pacientes com dor moderada a despeito do uso de AINE deve ser adicionado ao tratamento, opióides fracos como tramadol e codeína. Alguns autores preconizam o uso precoce do degrau 2 para pacientes com dor moderada e sem tratamento prévio.
Degrau 3: Deve ser reservado para os pacientes que não obtiveram controle da dor com opióides fracos e AINE. Nesse degrau substituímos os opióides fracos por opioides fortes, como morfina, metadona, oxicodona e fentanil. E importante lembrar que não existe limite de dosagem para os opióides fortes, e a dose considerada máxima e aquela que consegue o melhor equilíbrio entre analgesia e efeitos colaterais.

O sucesso da terapia da dor no paciente com câncer baseia-se principalmente no diagnóstico do mecanismo da dor (inflamatório, neuropático, isquêmico, compressivo) e consequentemente do diagnóstico da síndrome dolorosa preponderante.
Para um eficiente controle da dor oncológica é necessário que uma equipe multidisciplinar de saúde com oncologistas, clínicos da dor, cirurgiões, psiquiatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros tenham familiaridade com uma gama de opções terapêuticas tais como terapias antineoplásicas, medicamentos, técnicas anestésicas, procedimentos cirúrgicos, procedimentos intervencionistas, técnicas psicológicas e técnicas de reabilitação.



Cerca de 10% dos pacientes podem se beneficiar com tratamentos intervencionistas que incluem: analgesia espinhal, vertebroplastias, bloqueio de nervos e plexos e procedimentos neurocirúrgicos como parte de um tratamento multimodal para controle da dor. Quando o paciente não tem sua dor controlada com medicação oral, opioide epidural ou subdural acompanhado de pequenas doses de anestésico pode promover alivio da dor com relativamente poucos efeitos colaterais.
Dentre os métodos intervencionistas, destacamos a cordotomia (a céu aberto ou percutânea), a solitariotomia combinada e o implante de bombas de infusão.
Todos os médicos devem estar familiarizados com o uso de analgésicos. A prescrição de opióides não deve ser feita porque o paciente esta com doença fatal, mas de acordo com a intensidade da dor. O medico nem sempre pode curar, mas tem a responsabilidade de cuidar de seus pacientes até o fim.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Câncer tireoidiano


O câncer da glândula tireóide é a neoplasia maligna mais comum do sistema endócrino, afetando mais freqüentemente mulheres que homens, sendo que a maioria dos casos ocorre entre pessoas de 25 a 65 anos de idade.
Nódulos na tireóide são bastante comuns e a maioria (entre 90% e 95%) é benigna. Dentre os malignos o Carcinoma Papilar é o mais comum.Corresponde a 6,4% dos cânceres de cabeça e pescoço no Brasil. No país é o quinto mais comum na população feminina (exceto os tumores de pele não melanoma) e foram estimados cerca de 8 mil novos casos em 2014.
Os casos de carcinomas diferenciados de baixo risco têm excelente resultado com o tratamento conservador, sendo que apenas 10% dos pacientes apresentam recidiva tumoral.
Nos casos de carcinomas indiferenciados (anaplásicos), o prognóstico é ruim, sendo que a morte geralmente é conseqüência de doença incontrolável no pescoço, com invasão de estruturas nobres. É considerada a pior neoplasia maligna que acomete o ser humano, com mortalidade de 100%  após o diagnóstico, cerca de 2 a 4 meses.
Deve-se lembrar que a glândula tireóide também pode ser sede de outros tipos de

neoplasias primárias, como sarcomas, linfomas, carcinoma epidermóide e teratomas; além de ser local de metástases de outros tumores malignos, particularmente aqueles originados nos pulmões, mamas e rins.

Fatores de Risco
  • Sexo Feminino 
  • Idade < 18 e > 70 anos
  • História de radioterapia prévia no pescoço
  • História familiar de câncer de tireóide
  • Doenças hereditárias:  síndrome de Gardner e polipose familiar
  • Dçs raras (ex.: doença de Cowden)


Confirmação diagnóstico
  • Ultra-sonografia da glândula tireóide;
  • Dosagem sérica de calcitonina (se há suspeita
  • de carcinoma medular);
  • Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)
  • para exame patológico;


Tratamento
  • Cirurgia com remoção de todo o tumor e de linfonodos.   principais opções cirúrgicas  são:  tireoidectomia total ou parcial com istmectomia .
  • Radioterapia de tumores não captantes de iodo, seguimento com reposição de hormônio tiroidiano é feita com L-Tiroxina.


domingo, 3 de maio de 2015

Colangiocarcinoma



O que são? 
Tumores raros e correspondem a 3% de todos os tumores do trato gastrointestinal. Apresentam alta letalidade principalmente porque na maioria das vezes são diagnosticados em estágios avançados. Eles surgem das células das vias biliares e são divididos, de acordo com a sua localização, em câncer de ductos extra (fora do fígado) e intra-hepáticos (dentro do fígado), de vesícula biliar e ampola de Vater.
Quais os tipos?
Existem os cânceres intra-hepáticos e extra-hepáticos. Os cânceres de vias biliares intra-hepáticos (ou colangiocarcinoma periféricos) são menos frequentes que os extra-hepáticos. Os extra-hepáticos incluem os tumores que surgem no ducto hepático comum, junção dos ductos hepáticos ou ducto biliar (ou colangiocarcinomas distais) e peri-hilares (ou tumor de Klatskin).
Sinais, sintomas e diagnóstico
Os colangiocarcinomas geralmente se tornam sintomáticos quando obstruem a drenagem das vias biliares causando icterícia (pele amarelada), podendo estar associado a prurido (coceira) pelo corpo, dor abdominal, perda de peso e febre. Além disso, devido à obstrução, podem ser observadas fezes claras e urina escurecida. 
Quando a doença compromete as vias biliares intra-hepáticas, tende a se apresentar com menos icterícia. Geralmente, a suspeita de colangiocarcinoma é feita com sinais e sintomas associados aos exames de imagem solicitados para investigar o quadro.
Para o diagnóstico definitivo, é necessária confirmação por biópsia. Na maioria dos pacientes, não são identificados fatores predisponentes, porém quadros que resultam em inflamação crônica das vias biliares são considerados como de risco para colangiocarcinomas. 
Os fatores associados são: 
  • colangite esclerosante primária (doença inflamatória das vias biliares)
  • anormalidades congênitas das vias biliares
  • infecções parasitárias (principalmente na Ásia)
  • colelitíase e hepatolitíase (pedra na vesícula)
  • papilomatose biliar múltipla (doença genética)
  • doença hepática crônica (como hepatites B e C, e cirrose independente da etiologia), entre outras.
Tratamento

O tratamento se baseia no estadiamento. Quando a doença é considerada localizada e ressecável, o tratamento de escolha é a cirurgia, já que é o único com intuito curativo. A adjuvância, que é o complemento após a cirurgia, deve ser oferecido a alguns pacientes após análise de uma equipe multidisciplinar e, a depender de cada caso, pode ser: quimioterapia, quimioterapia concomitante à radioterapia, reabordagem cirúrgica caso tenha doença residual grosseira, ou somente observação. 

Quando considerada irressecável (alguns casos do estágio III), deve ser discutida a drenagem das vias biliares (via endoscópica com colocação de ‘stent’, ou percutânea, ou cirúrgica), seguida de tratamento complementar que pode ser protocolo de pesquisa (quando disponível), quimioterapia concomitante à radioterapia, quimioterapia isolada ou suporte clínico exclusivo. Nesse caso, se o paciente tiver uma ótima resposta ao tratamento de escolha, pode ser rediscutida uma abordagem cirúrgica. Na doença metastática, o tratamento é paliativo, e as opções de tratamento são limitadas à quimioterapia ou ao suporte clinico exclusivo. 


quarta-feira, 22 de abril de 2015

Irregularidades no ciclo menstrual e câncer



A maior parte das mulheres já enfrentou momentos de irregularidade ou alterações no ciclo menstrual. Comum em algumas fases da vida, como a puberdade, esse tipo de ocorrência normalmente está associado a fatores hormonais ou outras condições benignas, mas também pode ser um sinal de problemas como hipotireoidismo, endometriose ou miomas. Embora raramente seja considerado sinal de um tumor, pode haver suspeita de câncer em algumas situações.

"Sangramentos após as relações sexuais ou sangramentos que não melhoram com tratamento medicamentoso precisam ser investigados", afirma Dr. Levon Badiglian Filho, médico titular do Núcleo de Ginecologia Oncológica do A.C.Camargo Cancer Center. "A preocupação aumenta quando quem apresenta os sangramentos são mulheres com mais de 50 anos, que já tenham chegado à menopausa e estejam há mais de um ano sem menstruar. Nesse caso,  há uma chance maior de ser câncer", explica o médico.

Em caso de suspeita de tumores, é preciso realizar exames que variam conforme os sintomas e as características de cada paciente. "Sangramentos após a relação sexual em geral podem ter relação com câncer de colo de útero, por isso pode-se realizar exames de papanicolau e colposcopia", diz o médico.

Os sangramentos pós-menopausa podem ter associação com o câncer de endométrio e, por isso, podem ser indicadas à biópsia do endométrio e a histeroscopia, exame que faz uma observação do útero com o auxílio de uma câmera. No caso de sangramentos persistentes, pode-se solicitar, além do papanicolau, ultrassom transvaginal e outros exames complementares. "Tudo isso exige a realização de uma boa entrevista com a paciente para compreender o padrão de sangramento e indicar a conduta mais adequada", ressalta Dr. Levon.

Ciclo irregular X câncer de ovário

Em abril de 2014, um estudo apresentado na reunião Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer sugeriu que mulheres com ciclos menstruais irregulares podem correr um risco duas vezes maior de desenvolver câncer de ovário. Seria este então um fator de risco para a doença?

Não exatamente. "Quanto mais tempo a mulher ovula, maiores são os riscos do desenvolvimento do câncer de ovário", explica Dr. Levon. Assim, gravidez, amamentação e uso de anticoncepcionais têm um papel protetor contra a doença, pois permitem à mulher ovular menos. "A irregularidade pode estar associada a um risco aumentado, pois hoje as mulheres ovulam mais, mas esse não é por si só um fator de risco para tumores ovarianos", esclarece o especialista.

No entanto, assim como a ovulação em excesso pode elevar o risco de câncer de ovário, a anovulação crônica, ou ausência persistente de ovulação, também pode significar perigo, especialmente, para as pacientes acima do peso. "A obesidade impede que a mulher ovule devidamente, pois leva a um estímulo excessivo do estrógeno ao longo da vida e isso pode aumentar a chance de desenvolver câncer de endométrio", diz Dr. Levon.

Para evitar a descoberta de um tumor em estágio avançado, Dr. Levon recomenda que as mulheres consultem regularmente um ginecologista e realizem exames preventivos como o papanicolau na periodicidade recomendada por esse profissional. "Além disso, pode parecer muito simplista, mas manter uma dieta saudável, não consumir álcool em excesso, praticar exercícios e não fumar estão entre as medidas que mais contribuem para evitar um câncer", completa.

Fonte: AC Camargo

terça-feira, 7 de abril de 2015

Dia mundial da saúde



Hoje é dia mundial da saúde, mas todo dia é dia de se cuidar, certo?
Cuide-se! Uma vida feliz é uma vida saudável!
Instagram: @locc_itpac

sábado, 4 de abril de 2015

Pesquisadores desenvolvem novo tratamento para o câncer de pâncreas


O câncer pancreático é conhecido pela letalidade alta e por ser capaz de contra-atacar as iniciativas terapêuticas mais usuais tendo assim difícil tratamento. As células desse tumor são protegidas por uma fortaleza de tecidos, tornando mais difícil a ação dos medicamentos. Na busca por alternativas capazes de prolongar a vida dos pacientes, um time de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, desenvolveu um dispositivo que injeta drogas no tumor pouco vascularizado.
Os equipamentos usam campos elétricos para dirigir drogas quimioterápicas diretamente ao tecido doente, impedindo o crescimento dele e, em alguns casos, encolhendo-o. A estratégia representa uma abordagem nova de tratamento para o cancro de pâncreas, que tem uma taxa de mortalidade de 75% dentro de um ano de diagnóstico — estatística que se mantém há mais de 40 anos. “A cirurgia para remover um tumor fornece atualmente a melhor chance de cura do câncer de pâncreas”, afirma William Kenan, professor de engenharia química da Universidade Estadual de North Carolina.
Segundo Heber Salvador, cirurgião oncologista, o tumor é muito pouco sintomático na fase inicial; cerca de 80% dos pacientes são diagnosticados em etapas avançadas, quando o adenocarcinoma (tipo de tumor pancreático) já se desenvolveu muito no órgão. Nesse cenário, a doença atinge vasos sanguíneos importantes que estão em volta do órgão ou mesmo mandou células cancerígenas para o fígado, local para o qual o tumor tende a se disseminar.
“O primeiro ponto para a dificuldade de tratamento é esse diagnóstico tardio. Não há um método de rastreamento, não há um exame que você faz rotineiramente. A maior parte dos pacientes encontra por acaso (a doença), fazendo outro tipo de exame ou por causa dos sintomas que surgem numa fase mais avançada”, detalha Salvador.

Icterícia
Um dos principais sintomas é a icterícia. Isso porque, quando o tumor está na ponta do pâncreas, tampa o canal por onde passa a bile, e a pessoa fica um pouco amarelada por causa do acúmulo da substância no organismo. “Por esse motivo, vai ao médico e encontra o tumor. É um dos primeiros sintomas percebidos”.
Outros indícios são dor e aumento abdominal (devido ao acúmulo de líquido), que representam um estágio ainda mais avançado da doença. “A forma como se origina o câncer de pâncreas também contribui para a dificuldade de tratamento. Ele é o tipo que mais tem mutações genéticas na fase inicial. Para ser formado, uma série de alterações ocorrem,tornando-o mais resistente aos tratamentos que temos disponíveis”, explica Salvador.

Fonte: www.diariodepernambuco.com.br


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